Slumdog

. terça-feira, 24 de fevereiro de 2009


Ja aqui tinha dito que já tinha visto o filme, que tinha adorado, e que me tinha apaixonado por esta história... a força do destino, a alegria, a força de vontade, a tristeza transformada em força! O que eu me ri com esta cena do Jamal na "pseudo" casa-de-banho...LINDO! Nem vou falar dos óscares nem nada do género...

Mas confesso, que quando os vi em directo na noite dos óscares (Jamal, Latika e Salim nas três fases), não imaginava que eles também fossem meninos "slumdog".

"O filme «Quem quer ser bilionário» ganhou oito Óscares, numa cerimónia marcada pelo glamour, mas a milhares de quilómetros de Hollywood, em Bombaim, Índia, as casas das pequenas estrelas do filme, continuam a ser pouco mais do que barracas numa favela. Azharuddin Mohammed Ismail, de 10 anos, o menino que encarna o irmão do protagonista do filme, vive numa tenda armada com tapumes e cobertores. A casa de Rubina Ali, de 9 anos, a pequena Latika, é uma barraca cor-de-rosa minúscula na margem de um esgoto que corre a céu aberto na rua.
A agência «Associated Press» conta que os cineastas estão a tentar ajudar as crianças que protagonizaram o filme, mas a fama repentina geraram ressentimento dentro das famílias e com os vizinhos, que questionam o porquê de não terem sido as suas crianças as escolhidas para o filme.


filme já lucrou mais de 10 milhões de dólares (perto de oito milhões de euros), mas a vida das crianças continua tão frágil quanto antes. «Ele é supostamente um herói no filme, mas veja como vive», diz a mãe de Azharuddin, sentada num banco de madeira apodrecida diante da tenda onde vivem.
O que os actores receberam
Os cineastas pagaram pelos 30 dias de trabalho das crianças, deram às famílias uma pequena ajuda mensal e abriram contas bancárias que Rubina e Azhar só poderão usar quando se formarem. E embora refiram que foi uma quantia substancial, não revelam o valor, com medo de tornar as crianças susceptíveis à exploração.
Dany Boyle, o realizador, conta que inicialmente a equipa hesitou em usar as crianças da favela no filme. «Uma parte de nós pensa que isso poderia ter efeito negativo nas suas vidas». Além do dinheiro, os responsáveis pelo filme consideram que a educação seria a melhor forma de ajudar Rubina e Azhar e arranjaram vagas para as crianas na Aseema, uma escola em inglês para crianças menos privilegiadas de Mumbai.
Conforme a popularidade do filme cresceu, a vida das crianças alterou-se. Jornalistas ocuparam a escola, forçando Rubina e Azhar a ficarem em casa. As famílias começaram a exigir mais, e a pedir dinheiro e casas novas», contou o produtor Christian Colson. (...)"


In Portugal Diário

Após isto, não consigo definir se a presença das crianças no filme é uma coisa boa ou má...

6 comentários:

João disse...

Vi hoje o filme e gostei bastante.
Está muito bem pensado.

Claro que, sendo os miúdos eles próprio pobres, isto iria alterar a vida deles. E depois as pessoas se játêm pouco querem sempre mais...

Salto-Alto disse...

Eu ainda não vi o filme! :(

Rita disse...

Não sabia disso! Mas acho que serem miúdos dos bairros de lata era quase obrigatório! Só eles sabem bem como são as coisas, e qualquer outra participaão não teria o mesmo efeito!

Precious disse...

eu também nao sabia disso! mas só por ver a cara de felicidade dos miudos nos Oscars, acho que temos resposta à tua questao.. :) **

The queen disse...

Somos duas, acho que apesar de a vida deles se complicar um pouco, a verdade é que o futuro está assegurado. Coisa que dificilmente conseguiriam sem a participação no filme. **

Saltos Altos Vermelhos disse...

Também adorei o filme!!!

Desejos antigos...

Do que se fala por aqui...